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terça-feira, 19 de agosto de 2025

Acima dos Céus

   


   Escrevi este poema em 2004, aos 23 anos de idade.

   Na ocasião eu estava desabafando... aprendendo — pra nunca mais esquecer — que a Graça é melhor do que a vida. 

   Aviso Legal:

   Este poema foi escrito para ser publicado exclusivamente neste blog (Escrito a Lápis), e poderá passar por revisões ortográficas, gramaticais e de nova edição para futura publicação oficial da autora.
   Fica expressamente proibida:  a reprodução integral desta obra, seja em formato impresso ou virtual;  a reprodução parcial (trechos ou excertos) sem autorização prévia da autora, salvo mediante citação adequada da fonte.

   Direitos autorais reservados.

   

Acima dos Céus


E já é noite.

Estou cansada.

Mais um dia foi,

e eu não fiz nada.


Uma lágrima cai.

Estás a me tocar.

Uso toda a minha força

para acreditar.


Senhor!

Nessa misericórdia

que me cobre...

A Tua Graça está

acima dos Céus!


Falar é fácil,

fazer nem tanto.

Hora de provar,

então eu falho.


Mas ouço a Tua voz,

Estás a me dizer:

Faça isso por Mim.

Fiz tudo por você!


Senhor!

Essa misericórdia

que me cobre...

A Tua Graça está

acima dos Céus!

quarta-feira, 30 de julho de 2025

Jesus, meu Amado


   
Um poema criado para meditarmos no Amor de Jesus — inspirado em Romanos 8 — cheio de gratidão por Aquele que nos salvou. Minha filha e eu costumávamos dar melodia a estas palavras... Para Jesus, O verdadeiro Dono do nosso coração.


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Jesus, meu Amado


O Teu Amor — Jesus —
me cerca de todos os lados.

Como um rio, inunda-me.
Por Ti, sou amado e cuidado.

Chamei Tua atenção para mim.
Em Teu coração, fui pra sempre selado.
Ninguém pode me separar do Teu Amor.
Quem poderá, se em mim foi guardado?

Vida ou morte?
Angústia ou tribulação?
A fome, o perigo ou perseguição?

Nem altura ou profundidade.
Nem anjos, principados ou potestades.
O presente, o futuro — nada e ninguém
poderá me separar de Sua boa vontade.

Jesus, meu Amado!
Por Ti, sou apaixonado!

Todos os meus medos vão embora
só de ouvir Tua voz e por sentir O Teu Amor.
Em Teus braços me lanço agora,
Declarando O Teu Nome, transbordando louvor:

JESUS, meu Amado!
Por Ti, sou apaixonado!


CAren DiLima, 2012

terça-feira, 29 de julho de 2025

Andando Sobre as Águas

   Um dia eu estava meditando sobre "as ondas" que parecem sempre insistir em alguma área específica da nossa vida. Alguns indivíduos não conseguem superar sua própria natureza humana e suas fraquezas. Segundo Gálatas 5, todos nós as temos. Mas não apenas isto, estava pensando em algumas adversidades (independente da nossa "santidade" ou da falta dela), que surgem e que também agitam o mar da nossa vida (aflições como doenças, imprevistos financeiros, traições...). Ondas balançando nossos pés. Mas então me ocorreu que, quando os nossos olhos estão em Jesus, não importa o que aconteça, tudo ao nosso redor desaparece.
   
   E qual, ou quais são as ondas que agitam o mar da sua vida? A dúvida e a fé se opõe, porém, é bem nesta hora que Jesus estende Sua mão. Nada mais importa se contigo Ele está...: Você está andando sobre as águas!
   
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   Direitos autorais reservados.

   
Andando Sobre as Águas

A falta de controle e a timidez,
a autopiedade e a insensatez,
são como ondas que agitam o mar.
Agitam a minha alma.

E qual é a onda que insiste em balançar seus pés
quando estão sobre as águas?

As angústias e as traições,
doenças e preocupações,
são adversidades que a vida traz.

De qualquer forma, é impossível vencer o natural,
se estas coisas nos prendem a atenção.

Qual é a onda que insiste em balançar seus pés
quando estão sobre as águas?

O pecado e mesmo as tentações,
o medo em nosso coração,
são como ventos fortes e sem direção.

De qualquer forma, é impossível vencer sozinho o mal;
todavia, O Socorro bem perto está.

Porque, entre a dúvida e a fé,
Jesus estende Sua mão.

Seus olhos são como o farol,
e nós prosseguimos olhando para Jesus.

E não sentimos mais as ondas.
Não enxergamos mais o mar.

De nós mesmos nos libertamos
no poder do Seu olhar.

Nada mais importa, 
se conosco Cristo está.

Nós estamos andando sobre as águas.


CAren DiLima, 2012

quarta-feira, 23 de julho de 2025

Ressuscita-me

   Prosa poética, publicada há 14 anos, inspirada na experiência de um recomeço que foi um divisor de águas. 

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   Esta prosa poética foi escrita para ser publicada exclusivamente neste blog (Escrito a Lápis), e poderá passar por revisões ortográficas, gramaticais e de nova edição para futura publicação oficial da autora.
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Ressuscita-me

   O título não chega a ser tão tétrico quanto à condição de se estar morto  e, até onde eu sei, um morto não fala e nem implora para alguém ressuscitá-lo. Mas se não a morte física, no entanto uma morte espiritual. O óbito originado por uma sucessão de doenças, chamadas por alguns de pecados, e injetadas por um inimigo de almas que usa disfarces e estratégias muito bem elaboradas, capazes de enganar qualquer um que, no meio da vigília, apenas pisque os olhos.

   Alguns sentem na pele o frio da morte; outros não têm a menor ideia de que não estão mais a viver  mas todos concordam que as coisas já não são como antes. Todos os dias estão confusos, perdidos, vazios, sem respostas. Caminham para lugar algum, agarram-se à primeira coisa que lhes proporcione segurança e consolo... e mesmo assim não há plenitude em nada disto. Distraem-se com ilusões e fantasias que passam a reinar em suas mentes, seus corações e seus corpos. Todos os dias há fome e sede nunca saciadas. Há desespero e desesperança. Uma fase? Um deserto? A morte... Quem sabe?

   Alguns sentem que estão mortos. Outros não têm a menor ideia. Mas ninguém irá admitir.

   Até que, depois de quatro dias, após removerem uma pedra à sua frente, Alguém o chama pelo nome...

   A atitude de obedecer a voz d'Aquele que tem o poder de ressuscitar os mortos é uma escolha intransferível — e muito séria. Sair para fora pode ser um passo ao desconhecido. Vai lhe custar o lugar confortável em que se encontra e pode significar renúncias de coisas que nunca poderia imaginar abrir mão. Levantar-se e ir em direção à voz que lhe chamou pode ser até constrangedor, levando em conta que há ataduras em volta do seu corpo — e que pode haver uma multidão o observando lá fora. Obedecer nem sempre é fácil. E, na verdade, pode doer profundamente.

   Entre o momento em que seu nome foi chamado com doçura e autoridade, até o momento de sua atitude, enquanto aquele som ainda ressoa pelas paredes da caverna, a memória de promessas e sonhos vai retornando nitidamente... O ar puro, com perfume de vida abundante, invade os pulmões antes paralisados. A pulsação é reativada e o coração começa a bater desesperadamente. A visão ainda está meio embaçada e qualquer palavra parece se tornar impronunciável... E mesmo em meio à dor, ao medo, às incertezas... Uma coisa é inegável: Seu nome foi chamado à vida novamente!

   Apenas alguns minutos  não de rebeldia ou incredulidade, apenas os suficientes para  colocar-se de pé novamente. Com o coração mais quebrado do que nunca, com a dor mais intensa que alguém já sentiu, sair para fora. Sair sem ter certeza se sobreviverá ao dar o próximo passo, apenas obedecendo exatamente à ordem dada. E enquanto se dirige, à passos desequilibrados, ao encontro d'Aquele que declarou a vida novamente (momentos que parecem durar uma eternidade), todo o seu ser se encontrará angustiado e desolado.
   
   Mas saiu ao reencontro de Jesus que o chamou. E assim que foi recebido por Seus braços, o medo foi dando lugar à tranquilidade. Assim que O tocou, a dúvida deu lugar à certeza. No Seu abraço, foram renovadas todas as promessas feitas anteriormente. Assim que os seus olhos O viram, foi compreendido o mal causado — e o arrependimento irrompeu profundamente. Houve perdão.

   Assim que Ele deu-lhe de beber, rios de águas vivas começaram fluir de dentro para fora. Só precisou de confiança n'Ele, e O Amor o cobriu por todos os lados.

   E agora não existe outro lugar para se estar, senão vivo — para adorá-Lo para sempre.

   
   CAren DiLima, 2011

domingo, 20 de julho de 2025

Minha Filha, Minha Vida

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Minha filha, minha vida


É uma versão de mim mesma,

mas bem antes de eu ter endurecido o coração.

O seu olhar é, estranhamente,

o mesmo que vejo refletido no espelho.

As queixas, o raciocínio, as manias, o brilho...

Tudo imitação.

E eu me rendo.

Eu e rendo a este milagre gerado em mim.

Chamo-a "minha vida".

De que outra forma poderia chamá-la?

Pois é simplesmente minha vida.


CAren DiLima, 2007

Um Amigo... Ter e Ser

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Um amigo... Ter e ser


Um amigo é alguém que queremos muito bem.

Suas palavras são joias caras,

seu sorriso é sol no inverno,

seu olhar é luz pra alma.

Seu abraço não tem preço,

sua presença é segurança,

sua distância é saudade.

O amor de um amigo é constante,

verdadeiro, incondicional.

Um amigo é uma pessoa muito especial,

que ocupa um pedaço do nosso coração,

que faz parte da nossa história,

que pensamos ao menos uma vez por dia.

E a gente sempre tem um amigo e é um amigo,

mesmo quando não nos damos conta disto.


CAren DiLima, 2001